Na calada da noite,
esboço um frágil exercício de recolher escritos.
Na calada de mim mesma,
escritos extraídos do silêncio.
Silêncio e mudez.
Fluxo que acontece à minha revelia,
enquanto pastoreio nuvens, deserta de mim,
ausente do concreto.
O chão, impossível sempre.
(Ana Cecília de Sousa Bastos)
Mostrando postagens com marcador Ana Cecília de Sousa Bastos.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ana Cecília de Sousa Bastos.. Mostrar todas as postagens
domingo, 2 de maio de 2010
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Decididamente não me interessam as vãs soluções,
nem as posições corretas— essas respostas que a gente busca na opinião
[ informada,
antes de conferir o próprio desejo;
nem os dados que o banco ou a polícia já guardam por ofício,
nem como envelhecemos igual
— por força não da idade, mas do hábito.
De todas as perguntas,
só quero reter a centelha.
Desejo saber a que horas do dia encontro no céu
[ este azul de agora.
Desejo saber a que horas da vida há este sorriso
[ nos olhos dos filhos.
Desejo saber quanto dura a paixão pela vida.
(Ana Cecília de Sousa Bastos)
Marcadores:
Ana Cecília de Sousa Bastos.
Assinar:
Postagens (Atom)

