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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eu tenho que te contar uma coisa. Eu já me apaixonei um monte de vezes. Milhões eu diria. Tantas, tantas, tantas. Perdi as contas. Toda vez eu dizia: “ É a última vez, juro solenemente, depois dessa... nunca mais”. E depois de uns dias, outra paixão. Eu sei, isso é idiotice, né? É sério. Um dia me apaixonei 6 vezes, acredita? Num único dia. Eu sei. É muito. Mas, é inevitável. Lembro de todas às vezes, cada uma. Cada momento. O instante preciso. Mas, você sabe? A primeira vez que a gente se apaixona é inesquecível. Pois é. A primeira foi quando o conheci. Todas as outras vezes, foi quando olhava pra ele. Era super simples. Natural eu diria. Como respirar. Isso mesmo, como respirar, simples e inevitável. É mais ou menos assim:quando você quer alguém tanto e isso é impossível, pode não ter nada quanto ter tudo, não faz diferença. Porque nada nem ninguém... é nem parecido com o que o amor da sua vida é. Sempre foi um amor perdido, sabe? Perdido, mas sempre lembrado. O que dói é isso. É nunca se esquecer de vez. E não poder lembrar de tudo. Porque na verdade, só o nada prevalece.

Lia Aráujo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Vai ser assim, né? Por um tempo só vou ter esse céu de uma tempestade anunciada. Esse nó na garganta. Esses labirintos que vou tentar completar com todos os livros do mundo e que me deixarão cada vez mais perdida. Essa ausência de coisa alguma que vou preencher com músicas que falam de amor assim e que me deixarão sempre tão vazia de ti. O desespero da ineficiência.
Tento ver de fora. Sair dessa historia e ver como num espelho. Como será daqui pra frente? Sabe o que o meu outro eu, ver? Você  está quase translúcido na visão de futuro dela... que futuro... sempre a esperar por coisa que não veria nunca.


Lia Araújo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tentaram me convencer que sonhos são bobagens. Mas, sempre fui muito teimosa. Eu sigo acreditando, mesmo que às vezes, fiquei aquele amargor na boca. Mas aí, a gente chora aquelas lágrimas curativas, aquelas que deixam a alma branquinha. Tão branquinha que quando você toma sol, ela se parte num prisma com milhões de cores e você não tem mais uma alma branca e sim, furta-cor! Depois, você estampa aquele sorriso no rosto, aquele que só aparece depois de muita chuva. E começa a soltar beijos pelo ar. Porque você sabe que o mundo é redondo, manda tudo pelo vento que um dia eles voltam pra você. Não esqueça o arco-íris. Espera por ele, se não vir, inventa, pinta um no muro. Depois pega duas estrelas e cola nos olhos. Você está lembrando dos castelos de ar, eles estão onde deveriam está, agora, você tem que começar a lhes dá os alicerces, viu? Assim, ninguém vai suspeitar de nada. Você será sempre uma pessoa cheia de fé. Mesmo que às vezes, a fé falhe. Mas, isso não é o mais importante. O importante é que você nunca deixa de acreditar.
 [ Lia Araújo]