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terça-feira, 27 de abril de 2010

Tradução: Ronaldo Cagiano

As árvores vão tocar o alvorecer;
a folharada úmida já foi amada.
Aqui, embaixo, os murmúrios e ruídos;
a alma se estremece nas veredas;
ninguém reconhece os pássaros;
as flores vivem como a brisa quer
o espaço silente e a intimidade morrem.
A praça nos salva de algumas mortes.

(Arturo Herrera)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Tradução: Ronaldo Cagiano

Aqui em meu quarto
restarão todas as coisas que
me acompanham.
Ainda que em minha escrivaninha
se abisme o último grão da vertical de areia, continuará incessante em meu corpo.
No regresso, seu eu regressar, os livros terão
algo de poeira.
A tarde se acostumará
à penumbra do silêncio.
Somente deixo minha ausência.

(Arturo Herrera)