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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Livre, livre.

Que o amor que sinto por ti me dê a coragem deixar-te livre para experimentar-se. Que minha pequenez não o impeça de seguir caminhos distintos dos meus, ainda que a considere covardia. Águia não sabe ser galinha; precisa voar. Não me culpe por amar-te tanto que o tremor nas asas não resista ao longo vôo. Por amor tão visceral quero-te livre, inteiro, a brilhar. Mas que os Céus não permitam que seu brilho me atinja a visão, a ponto de não mais voar e ser galinha - e nada mais.

(Monique Abreu)
Só consigo me ausentar de mim através do outro.
Eis que se instaura o meu desespero:
o outro nada mais é do que um reflexo turvo e mal acabado de mim.
Ou a mal acabada sou eu?

(Monique Abreu.)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Que o amor que sinto por ti me dê a coragem deixar-te livre para experimentar-se. Que minha pequenez não o impeça de seguir caminhos distintos dos meus, ainda que a considere covardia. Águia não sabe ser galinha; precisa voar. Não me culpe por amar-te tanto que o tremor nas asas não resista ao longo vôo. Por amor tão visceral quero-te livre, inteiro, a brilhar. Mas que os Céus não permitam que seu brilho me atinja a visão, a ponto de não mais voar e ser galinha - e nada mais.

Monique Abreu.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dois é mais solitário do que Um. O Um é disposto, exposto;
enquanto o Dois é apenas composto e, talvez, até, imposto.
Passeia-se com o Um de alma enfeitada desejando que todos a enxerguem.
O Dois esconde-se com medo de que a descubram e a tentem.
O Um quer a Vida. O Dois tem medo de não suporta-la.

Monique Abreu.