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quarta-feira, 28 de julho de 2010


Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras
eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores,
e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las
melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até
ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.

Graciliano Ramos
In:"São Bernardo"

domingo, 16 de maio de 2010


A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos
bons e quais foram os maus. [...] Foi este modo de vida
que me inutilizou. Sou um aleijado. Devo ter um coração
miúdo, lacunas no cérebro, nervos diferentes dos nervos
dos outros homens. E um nariz enorme, uma boca enorme,
dedos enormes.

Graciliano Ramos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões."

(Graciliano Ramos)