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terça-feira, 17 de agosto de 2010


"Fazem meses que não te vejo, que não falo com você; não sei se você está bem, se está estudando, se está gostando de outro alguém ou se às vezes ainda sonha comigo. Nada mais sei sobre você, além do que sobrou. Recentemente vi umas fotos suas, o corte de cabelo ainda era o mesmo, o físico, o estilo de roupas. Mas tinha algo diferente, eu sei que tinha, porém, como eu poderia explicar? Era algo no seu olhar castanho escuro, como se faltasse algo por dentro de você. Era o formato dos traços do seu sorriso, como se tivesse perdido um pedaço de você... Então lembrei, talvez o que faltava, era o pedaço de você que eu levei comigo, e não consegui te devolver."

[Erllen Nadine]

quinta-feira, 22 de julho de 2010


Às vezes chove dentro de mim, e tem dias que o sol lá fora, queima os meus olhos encharcados. Em dias que não se tem nada para ocupar a mente, eu sinto a sua ausência ao meu lado. Construi minha vida ao redor da sua, você é uma continuação minha, eu sou uma continuação sua. Mas outros dias virão, onde tudo vai passar, onde eu vou mudar querendo ou não; entre tantas coisas, aprendi isso com você.

Erllen Nadine.

domingo, 16 de maio de 2010

Uma prece.


Toda vez que a saudade apertava, ela sonhava com ele, foram muitas noites seguidas ou não, meses; os sonhos era a forma de matar a saudade, pelo menos era assim que ela interpretava. Mas na noite passada, ela rezou baixinho, pedido a Deus para não permitir que ele surgisse nos sonhos dela, não mais. Isso seria o melhor para ela, para ele, para a distância que machucava, para o que nunca mais voltaria a ser a mesma coisa. E pediu também com todo carinho e delicadeza, para que Deus cuidasse dele, que colocasse vários anjinhos para espioná-lo, para evitar que ele entrasse em confusões; ele sempre foi um garoto tão confuso e atrapalhado.

E na noite passada, ela não sonhou com ele. Ele sonhará com ela.


[Erllen Nadine]

segunda-feira, 3 de maio de 2010

 

Ele nunca tinha feito promessas, não queria que ninguém esperasse algo dele, assim como não esperava nada de ninguém. Não queria dizer que ela era diferente, apesar que era; não dizia porque o diferente acabava sempre se tornando igual. Mas ela não era qualquer uma. Ela era única. Estavam em um restaurante qualquer, de uma cidade grande qualquer. Lá fora, milhares de pessoas com seus cotidianos, com seus problemas, com suas soluções; morte, vida, egoísmo, alegria. Lá dentro, dois jovens, amor, amizade, afeto, medo. E não importava o que iria acontecer daqui para frente, se um dia iria acabar; porque de fato, para eles nunca acabaria.
Ele — Aconteça o que acontecer, sempre vou te amar. Prometo.
Ela — Aconteça o que acontecer, sempre vou te amar. Prometo.


[Erllen Nadine]

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"[...] Se existisse uma borrachinha mágica, eu apagaria a solidão que você sente, essa ausência de carinho paterno, a falta de amigos verdadeiros, a falta de um antigo melhor amigo-amor na descoberta da adolescencia; eu apagaria as marcas no coração e deixaria as marcas de sorrisos, apagaria os pesadelos, eu apagaria as estradas e pontes e ruas para não existir distancia. Se existisse um lápis mágico, eu contornaria a menina que eu conheci dois anos e uns meses atrás, com cores de fé e paz. Eu desenharia nuvens que realmente fossem de algodão; eu rabiscaria teus sonhos no meio do nada, para que o nada virasse tudo, e finalmente teus sonhos estariam perto de você. [...]"



(Erllen Nadine)