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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


"De preferência, que cada dor da gente não fira ninguém até poder se transformar em algum jeito de dádiva, porque grande parte delas se transforma. Que mesmo doendo, aqui e ali, a gente possa ter também valentia suficiente para não abrir mão da nossa capacidade de amar e nem da nossa sincera alegria diante da preciosidade charmosa e abundante da vida. Com tudo o que ela diz e, jardim permeado de sementes, potencialmente, ainda pode fazer florir.

Viver é rico demais, mas, não é raro, a gente esquece o acesso à própria fortuna. As nuvens, mesmo as mais densas, são transitórias. Nós, essencialmente, somos sol."

Ana Jácomo


"É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutara preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma.

Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos.

Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas. Como bem disse Virginia Woolf, "não se pode ter paz evitando a vida."

Ana Jácomo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


Tinha um jeito singular de fechar os olhos quando experimentava emoção bonita, coisa de segundos e coisa imensa. Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho, o suficiente para levá-lo até o lugar onde o seu sabor nunca mais poderia ser perdido.
Eu via, olhos do coração abertos, e nunca mais perdi de vista o sabor desse detalhe. Porque quem ama vê miudezas com olhar suficiente.



Ana Jácomo.

domingo, 16 de janeiro de 2011


Tinha um jeito singular de fechar os olhos quando experimentava emoção bonita, coisa de segundos e coisa imensa. Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho, o suficiente para levá-lo até o lugar onde o seu sabor nunca mais poderia ser perdido.
Eu via, olhos do coração abertos, e nunca mais perdi de vista o sabor desse detalhe. Porque quem ama vê miudezas com olhar suficiente.
 
Ana Jácomo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010



Torça bem as lágrimas, uma a uma, até desencharcar o coração.
Depois, estenda a tristeza pra secar no varal da autogentileza.
Lá costuma bater sol.


(Ana Jácomo)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010


"Ficou na memória dos meus olhos o clarão do sorriso dos seus.
Depois disso, tudo o que sorri pra mim com algum sol faz eu lembrar de você."

Ana Jácomo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


"Pois eu quero mais dessa maluquice que me ajuda a reinventar maneiras de estar aqui. Porque para se estar aqui com um pouco que seja de conforto na alma há que se ter riso. Há que se ter fé. Há que se ter a poesia dos afetos. Há que se ter um olhar viçoso. E muita criatividade."

  Ana Jácomo

terça-feira, 17 de agosto de 2010


"Que eu não me encabule jamais
por sentir ternura."

Ana Jácomo

sábado, 7 de agosto de 2010


Tentava sentir baixinho, mais o amor fala alto mesmo quando silencia.
 
 
(Ana Jácomo)

terça-feira, 27 de julho de 2010


"Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta. Com a calma e a clareza que tem."

Ana Jácomo

sexta-feira, 16 de julho de 2010


Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho.Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói.Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.

Ana Jácomo

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Coragem, às vezes, é desapego.
É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta.
É permitir que voe sem que nos leve junto.
É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho.
É aceitar doer inteiro até florir de novo.
É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.

Ana Jácomo

quinta-feira, 20 de maio de 2010


❝ E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras. ❞

Ana Jácomo

quinta-feira, 29 de abril de 2010


É, eu esqueço. Um monte de vezes, eu ainda esqueço.

Esqueço os jeitos que já sei capazes de hidratar o meu coração quando os desafios se tornam mais tórridos. Como alimentar a minha fé quando o cansaço tenta desnutri-la. Como expandir o meu amor quando o medo faz de tudo para estreitar o meu olhar. Como acender jardins quando as circunstâncias parecem querer apagar as sementes. Como dizer sol quando o céu dos instantes diz um mundaréu de nuvens espessas. Como manter vívida a chama da ternura num tempo de tanta covardia afetiva.

É, eu esqueço. Um monte de vezes, eu ainda esqueço, mas não por muito tempo como antes.

(Ana Jácomo)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Torça bem as lágrimas, uma a uma, até desencharcar o coração.
Depois, estenda a tristeza pra secar no varal da autogentileza.
Lá costuma bater sol.

(Ana Jácomo)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

 

Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida, acende o riso, convida a alma pra brincar, são essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano. Como o toque bom do sol quando pousa na pele. A solidão que é encontro. O café da manhã com pão quentinho e sonho compartilhado. A lua quando o olhar é grande. A doçura contente de um cafuné sem pressa. O trabalho que nos erotiza. Os instantes em que repousamos os olhos em olhos amados. O poema que parece que fomos nós que escrevemos. A força da areia molhada sob os pés descalços. O sono relaxado que põe tudo pra dormir. A presença da intimidade legítima. A música que nos faz subir de oitava. A delicadeza desenhada de improviso. O banho bom que reinventa o corpo. O cheiro de terra. O cheiro de chuva. O cheiro do tempero do feijão da infância. O cheiro de quem se gosta. O acorde daquela risada que acorda tudo na gente. Essas coisas. Outras coisas. Todas, simples assim.
(Ana Jácomo)